Caixa da empresa e patrimônio pessoal: por que separar

O problema de misturar

Quando a conta da empresa paga despesas da família, e a conta pessoal cobre buracos do negócio, os números deixam de contar a verdade. A empresa parece mais saudável do que é, ou o contrário.

Além disso, recursos pessoais que circulam pelo caixa da empresa ficam sujeitos aos mesmos riscos dela: dívidas, ações trabalhistas e oscilações do mercado em que ela atua.

Sinais de que o caixa está misturado

  • Você não sabe dizer, de cabeça, quanto retirou da empresa no último ano.
  • Despesas da casa aparecem no cartão ou na conta da empresa.
  • O “dinheiro que sobra” no fim do mês fica parado na conta jurídica, sem destino.
  • Em mês ruim, a empresa é socorrida com recursos pessoais, sem registro.

Como separar na prática

  • Pró-labore definido: um valor fixo mensal, que remunera o seu trabalho e entra na conta pessoal.
  • Distribuição de lucros com regra: uma periodicidade e um critério, depois de apurado o resultado.
  • Reserva operacional: um colchão de caixa dimensionado para alguns meses de despesas da empresa.
  • Contas e cartões distintos: nada da família passa pela pessoa jurídica.

As regras tributárias sobre pró-labore e distribuição de lucros mudaram recentemente. Defina valores e periodicidade junto com o seu contador.

Duas carteiras, dois objetivos

Caixa da empresaPatrimônio pessoal
ObjetivoGarantir a operação e as oportunidades do negócioProteger a família e construir o longo prazo
PrazoCurto e médioMédio e longo
LiquidezAlta, com resgate rápidoPode ser escalonada por objetivo
RiscoBaixo, porque o dinheiro tem destinoDefinido pelo perfil e pelos planos da família

Tratar os dois com a mesma disciplina, mas com carteiras diferentes, é o que permite que cada um cumpra o seu papel.