Carteira administrada: o que é e quando faz sentido delegar

O que é carteira administrada

Carteira administrada é um serviço em que o investidor autoriza um gestor profissional a comprar e vender ativos em seu nome. As regras do jogo ficam no contrato: objetivos, prazo, classes de ativos permitidas e limites de risco.

A diferença para uma assessoria comum está em quem aperta o botão. Na assessoria, o cliente recebe recomendações e decide. Na gestão, o cliente define os parâmetros e o gestor decide dentro deles.

Quem pode fazer a gestão

No Brasil, administrar carteiras de terceiros é atividade regulada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), nos termos da Resolução CVM nº 21. O gestor precisa de autorização da CVM, e a empresa deve manter políticas públicas de riscos, ética e controles internos.

Antes de contratar, vale conferir o registro da gestora no site da CVM e as certificações dos responsáveis, como a CGA da ANBIMA.

Como o gestor é remunerado

ModeloComo o profissional ganhaIncentivo
Taxa sobre o patrimônioPercentual anual sobre o valor gerido, combinado antesFazer o patrimônio crescer e manter o cliente por muitos anos
Comissão por produtoParte da taxa dos produtos vendidosPode favorecer produtos que pagam mais ou mais movimentação

Nenhum modelo é proibido, e profissionais sérios existem nos dois. O ponto é saber qual incentivo está por trás de cada recomendação.

Quando faz sentido delegar

  • Você não tem tempo, ou vontade, de acompanhar o mercado com a frequência que a carteira exige.
  • O patrimônio ganhou tamanho e complexidade: vários produtos, instituições e objetivos.
  • Você quer separar decisões emocionais das decisões de investimento.

E quando não faz: se você gosta de decidir cada operação, a gestão delegada tende a gerar atrito. Nesse caso, uma consultoria pode servir melhor.